sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

What if I do?

   Eu sinto falta de um conforto que não conheço. Olho pra todo mundo e vejo algo que eu não tenho. Mas o que é isso? Será que eu tenho defeito? Defeito sim, mas, será que falta algo de verdade? Dizem que a gente tem que ser a gente mesmo, mas todo dia a gente se perde um pouquinho e rouba um pouquinho dos outros. A gente muda tanto, até se esgotar. Só que a gente nunca sabe quando acabou realmente, nunca percebe que quem a gente é de verdade, talvez não exista mais. Talvez a gente nunca tenha existido realmente. Ninguém. Ser é tudo que a gente pode fazer, sem esperar, sem pedir muito, mas dá uma agonia.
   Há algo novo, desconhecido, uma incógnita; e pra que serviu tudo que eu já conheci? "Se toda minha tristeza me trouxe até aqui, então choraria todas as minhas lágrimas pra ter essa chance novamente." Mas e daí? Se a gente muda tanto, de que vale a experiência? É perda e não é. Eu preciso da certeza que eu sei que nunca terei, e mesmo assim eu busco, faço o necessário, espero se tiver que esperar, mas ela nunca chega. Ela nunca põe a mão no meu ombro e me alivia o desespero. Um desespero silencioso, que às vezes até me esqueço de ter adquirido. Nem me lembro de quando, nem como. Me perturba, nunca vai embora, mas às vezes se cala, me dá ilusão de paz. Misericordioso até. "Vai ficar tudo bem."