domingo, 27 de julho de 2014

Black shuck

Somehow we've awaken, finally
Loneliness doesn't belong here anymore
I remember your taste and your texture
Just like day one

Your eyes have changed
And so have mine
Best friend
Stay awake with me
So I can tell you about the moons I've seen
Stay in my chest
Know we both share a place to rest

I must not trust
Must not fall again
But the mist is too thick
And thy songs make me dance until my lungs burn

I've heard your music
A thousand times or more
We've played our parts
From day one to one thousand
Still we miss our lines
And live by the same fears

As we die as an entity
Art rises from the stains
Of hope bled out
The heartache remains
Your face won't ruin my life again.

Prece ao universo

Eu queria deixar o ar tão vermelho quanto meu sangue
Fazer queimar o peito dos outros
Como queima minha pele

Te deixar livre como deixo livres meus pensamentos
Prender a dança dos teus olhos como prendo meus medos

Ser suave como nada em mim é

Que as coisas fossem ágeis como meu julgamento
Que a alegria durasse tanto quanto meu rancor.

(É importante não contar pra ninguém que tenha um machado)

23/03/2014

Mais um café e eu enlouqueço
O tremor por dentro
Louco
Impiedoso
Nada cessa os socos impiedosos contra o tórax

Era pra ser bom
Mas é só mais um dia
Buscando significados
Em formas inexatas

O suspiro é de nuance acinzentada
Um anseio de tranquilidade
É o estar num incêndio
Asfixia
E puxar a fumaça
Esperando o ar fresco

O suspiro é olhar no espelho
E não se ver mais
Querer chegar a 100/h em primeira marcha

Alertar sobre o perigo de se afogar
E gritar pro surdo que ele não pode ouvir



quarta-feira, 9 de julho de 2014

Brinquedos que achei na rua 
Nunca poderiam ter sido de ninguém
Porque ninguém faria nada assim com tão puro
Quem desprezaria algo assim?

Encontrei sapatos, sandálias e trapos
Esses deveriam ter sido de alguém
Alguém desesperado consigo mesmo
Sem ideia de como ser

Os brinquedos me encantariam pro resto da vida
Enquanto novos, enquanto velhos
Me encantariam como ela
Que há anos renova sua amabilidade


Misplaced

Eu queria ter um ninho.
Não literalmente, mas um lugar pra onde eu pudesse ir, e dormir, que me acolhesse, que fosse aconchegante e que não me forçasse a nada. Não sei se é um lugar, uma função, um projeto, algo, alguém, que me fizesse sentir como se eu não merecesse adversidade nenhuma.
Talvez já tenha perdido o jeito como se calcula tudo isso, tenha perdido a fineza, o tato. Tudo que eu faço é vazio, sem objetivo, sem início ou fim. Minha mente não se apega a nada que eu veja, leia ou crie, é tudo vão, como se ao sair do plano ideal, o mundo fosse um buraco negro, e meus pensamentos fossem arrancados de mim. A sensação é de que tento me proteger, mesmo sem saber do que estou fugindo. Qual seria o real perigo?
Passar por cima de mim, talvez. Passar por cima do que acredito pra concluir tarefas indecentes e sem propósito. Minha criatividade some do momento em que paro de me dedicar, mas eu... não quero me dedicar a nada. Ta tudo bem monótono e não quero nem ler mais o que eu escrevo. Ta tudo uma merda sem fim.
Me disseram que era inércia, que eu vivo com preguiça, que eu tenho medo de me envolver em algo ou com alguém verdadeiramente porque tenho medo de ser incompetente. Self-loathing? Ta, mas e dai? Queria poder dormir por algumas semanas, fazer falta, não sei. Eles todas se virariam muito bem sem mim, e por que eu continuo pensando que não ficaria nada bem sem eles? Que coisa mais ridícula de se pensar.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

23/04/13

Não sei como te dizer, não posso mais brincar com você. Sinto sua falta e tenho muita vontade de te ter por perto, mas você vive na parte mais escura da cidade. Talvez você também encontre outro jogo, é assim mesmo, minha querida. Seria gostoso poder te chamar de minha. Eu prometeria te cuidar e te amar, e tenho certeza de que conseguiria cumprir. Seria lindo ter seus olhos sobre mim, me guardando de qualquer angústia, me absorvendo. Esse seu cheiro doce, vermelho, quente; seu sorriso fresco, sua boca...
Eles podiam se emprestar por algum tempo, não podiam?
Não seria nada ruim te exibir por aí sem pudor.
Porque eu sei como é, a gente sabe.
E é só você, nenhuma delas me bagunça o pensamento, nenhuma outra, só você.
Tenho medo de te olhar por muito tempo e ser sugada. Sinto falta da sua mão quentinha, do seu abraço e do seu beijo. Que crime há nisso? Você me faz o bem que eles nunca fizeram, porque é leve... e é assim que tem que ser. Sinto sua falta. Muita.
Mas ainda rio, incessantemente.

22/04/13

Como posso buscar-te
se não te conheço?
Maldoso é o tempo
que me põe em espera
E açoita tua carne
em chamas exclama pelo desconhecido
Pelo conforto materno
com as roupas enxarcadas de dor
E o grito enrolado entre as correntes
tua voz se perde no meu pranto
Não te ouço
não me ouves
Não te vejo
não me encontras
Por que não me encontras?
Tenho medo de te perder sem aviso
por descuido ou acidente
Perder-te sem a mim ter sido pertencente
Tinha a beleza como eterna
mas passou, acabou
No seu silêncio abro os olhos
acesos de desejo
do próximo adeus
Entre escuras cortinas
e escadarias intermináveis
de zelo não se padece.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Lonesome

IS IT DEPRESSION?
I'M LOSING IT
I'M LOSING IT
Like it's never been even mine

Can I tell you
I have to break it?
'Cause we know I'd never make it

Let it in, sunshine
The black hole will never own us
It's just like me
It owns itself

I'll leave this dimension
As soon as I taste your drink
I taste life in a sudden glimpse of death
And it stays with me
Until I puke the art inside

You're burning your tongue
And I'm building my throne
There's no thorn in this garden no more
You can touch everything you like

The split parts become one
As the industry rushes
At making the rags we wear

There's a new you, sunshine
Knocking on my door
In the middle of the week
I should supposedly give you shelter
But you're just out of my league

All the broken glass lies in my bed
Tonight we leave this life
Tonight we live this life
Embrace your instincts
As I embrace the dark
Lonesome

25/02/14

It's important that I show you how much I love you in every single way.

Você é como aqueles livros
Que a gente ama muito
Mas nunca termina de ler
E se termina, lê de novo, várias vezes

Tento controlar a vontade de te receber
Nesse lugar puramente meu
Queria crer que não conseguisse ir embora
Mas sei que consegue

Talvez eu esqueça

06/03/2014

Don't let it go
It's yours to take
We need this season to be new
And completely unexpected
It's all blurry
I fear what's getting closer
I don't have what it takes
They all know
But somehow this power is co big
It thrills me

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Pérola

                                          O corpo é seu
                                seu e de mais ninguém
as lágrimas que saíram foi você quem chorou
                                         o sangue é seu
                                                                       o que você vê, respira, sente
                                                é tudo seu
                                            unicamente seu
                                              Eles não sabem
                                          eles não precisam
                          eles têm o deles pra cuidar
                                             cuida do seu
        ele é tão único quanto o conteúdo
                               cuida desse frasco
         porque o perfume é raro e caro
                                                   só esconde o que tiver vontade de esconder
                                                                  não deixa ditarem regras 
                                                                                     é você quem manda
                                                     a única coisa realmente sua
                                                             é o que você é
                                                            e é impressionante
                                                                  essa qualidade de só conseguir ser a gente mesmo
                                                porque todos os outros já estão ocupados
                                    Sonho com sua liberdade como se fosse a minha
                     com a graça desse século a gente vai se libertar
     como se nunca tivesse conhecido a prisão, seremos sublimes
eu vou sorrir pra você e você vai sorrir de volta, seremos irmãs
                      seremos o que nunca fomos por medo de não sermos nossas
eu serei minha e você será sua. 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Pode ler

   Vocês é que não sabem de nada. Esse aqui você pode ler!
   O que me vale eu tiro pro meu bem, o que não me desce, me repugna, me faz rir eu só escarneço. 
   Eu tenho pena. 
   A liberdade não pode ser ruim pra ninguém, porque poder escolher é uma coisa tão bonita. Poder ter uma posição relevante aonde quer que se vá, é tão sagrado na minha cabeça. Levantar da cama pensando "eu posso fazer isso e vou fazer porque eu quero fazer, e não porque alguém me obrigou"; abrir os olhos pensando em como o dia vai ser proveitoso porque as coisas são proveitosas quando se pode decidir. 
   Vocês jogam tudo na minha cara como se eu tivesse alguma dívida moral com vocês quando tudo que eu faço é me permitir pensar como eu quero. Eu me permito sofrer, sentir culpa, sentir remorso, me permito ser cética, herege, o que eu quiser! Porque eu to aqui por um motivo, sabe? Não desafiar meus próprios pensamentos é desdenhar dessa capacidade específica que me deram de ser racional. Quem/o que quer que tenha me concedido essa habilidade deveria se orgulhar das minhas conclusões, porque eu não tenho medo de pensar. Eu tenho medo de tudo, muita gente sabe disso. Eu tenho medo de fracassar, de falar em público, de desapontar, de ser um zero; eu só não tenho medo do que se passa na minha cabeça, porque por mais hediondo que seja, vai me servir de alguma coisa. Isso é meu. SÓ MEU. Ninguém pensa como eu, pensa semelhante, concorda em pontos, mas ninguém tem a minha capacidade, ninguém pode ser como eu. isso que me é mais fascinante. Do seu deus eu concordo com o amor ao próximo, com o perdão, com o amor aos inimigos, concordo com a humildade e a honestidade. Não já ta bom? 
   Eu não quero esses deveres, essas rédeas. Eu não nasci pra servir ninguém. Eu não nasci pra aceitar o que não me convém. Eu não nasci pra me sentir eternamente inferior. Eu não nasci pra ser menor, pra ser indesejada, pra ser inconveniente, pra ser culpada por coisas que eu ainda nem fiz. Será que eu sou tão herege assim se pensar em e querer ser livre do meu jeito?
   Vocês não aprovariam o que eu tenho feito. Não aprovariam o que eu tenho lido, ouvido, abraçado como ideologia. Vocês não quereriam isso pra mim, porque isso não leva pro caminho que vocês seguem. A sua parte vocês já fizeram. 
   Eu tenho dezoito anos, não oito. Se não posso ser livre fisicamente, peço pra ser mentalmente. Eu quero respeito, porque eu procuro com todas as minhas forças respeitar. Eu quero compreensão e ouvidos que realmente me ouçam. Não quero debates, não quero convencer ninguém. Eu quero a chance de ser tudo que eu puder. 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Destempero

Brenda é uma pessoa desequilibrada.
Nas segundas-feiras parece que a vida é outra.
Nas terças tudo volta a ser como antes.
As quartas-feiras são um vazio.
Quintas são ótimas pra absolutamente nada.
Sextas são até que divertidas. 
Sábados quando não são agoniantes são solitários; às vezes solitários e agoniantes.
Domingos são dolorosos.

Janeiro é sempre terrível.
Fevereiro não importa.
Março.
Abril.
Maio: inferno.
Junho: ugh!
Julho: fim do ciclo.
Agosto.
Setembro.
Outubro.
Novembro.
Dezembro: cinismo. 

Dá pra dizer que eu não gosto de nada, mas o nada gosta de mim. 

sábado, 25 de janeiro de 2014

Palhaços

Acho que nunca mais vou escrever tão bem quanto antes. Não que eu escrevesse tão bem assim, mas algo me virou de cabeça pra baixo e todas as palavras que eu tinha que dizer pro resto da vida foram pelo ralo. Tive que aprender a falar de novo.
Aprendi a pensar de um jeito novo. Eu quero voltar. Eu sinto vontade, mas eu tenho medo. Nunca mais vou sentir como sentia antes, e aquelas palavras, mesmo que eu as escreva novamente, nunca mais vão significar a mesma coisa. Meus amigos não são mais o mesmo, e nem o amor que eu sinto.
O amor que eu sinto não é mais cheio daquela incondicionalidade. É uma merda, porque meu conceito de amor é algo sem limite. Se meu eu de dois anos atrás lesse sobre esse meu amor, acharia um conceito deturpado. Eu descrevo de outro jeito pra não dizer que não amo nada; porque talvez eu nunca tenha nem chegado perto disso. Talvez tudo que eu já presenciei que fosse parecido ao menos com amor, não tenha passado de um relance; nem comparável com a plenitude dessa coisa que tanto falam.
Eu sou tão jovem e não sei de nada, mas, será que eu gostaria de saber?

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Seus pais te deixaram
Amargo como o boldo
No meio do lixo
No meio da rua
No meio da lua

Entrei no beco
Do medo
Encontrei os palhaços
Que tiraram todo riso que puderam

Escondi o que era mais delicado
Violado como a encomenda
Da minha mãe
Sem coragem pra contar
Ferro.

Nasci mas morri logo
Dormi no berço de ouro dos reis
Caí em desuso

Nunca quiseram que eu abrisse os olhos
Mas tive de fazê-lo antes mesmo de ter olhos
Me tiraram.



Castanhos

Me sinto invisível.
Até mesmo inexistente.

Não queria que importasse tanto assim
Eu to fugindo de apego
Eu to me escondendo de qualquer coisa que pareça bonita
Eu to querendo sumir de todo amor

Vocês não entendem o medo
Vocês não entendem a vontade de morrer
Vocês não entendem a indiferença forçada
Vocês não entendem o interesse mascarado

O tempo todo me vêm à mente tudo que eu perdi
O tempo que eu joguei tudo escada abaixo 
O tempo que eu não escondi nada
O tempo em que me humilhar era rotina

Ninguém sabe mais do que eu
Que ser invisível dói mais do que ser odiado.

Ninguém sabe mais do que eu
Que a vida não corre tão rápido pelas veias.

Ninguém sabe mais do que eu
Que tudo não passa de uma farsa.