Seu encanto falece
Mas nunca floresce
Em que canto se desencantou?
Nunca compreendeu
Sempre se emudeceu
Que glória há nisso?
Deita só e em silêncio
Sem nenhum canto que encante em seu canto
Duas mil rosas e nenhuma nota
De que adianta?
Conheça o perdão
Perdoe o desencanto
Que lhe encantou
Por tirar seu canto.
"É verdade que eu confiarei meus pensamentos ao papel; mas este é um meio muito pobre para comunicação dos sentimentos. Eu desejo a companhia de alguém que os partilhasse comigo, cujos olhos refletissem os meus olhos."
domingo, 30 de junho de 2013
sábado, 22 de junho de 2013
Qualquer coisa
Pra ser bem honesta, a gente nunca se entendeu muito bem de verdade. Sempre falamos línguas completamente diferentes. Eu tentava captar algumas coisas do seu código e me esforçava muito pra me comunicar, e você não fazia esforço nenhum, só me ensinava de vez em quando, mas sempre se recusou a aprender o que quer que eu tivesse a ensinar. A gente não duraria dois segundos no mesmo mundo.
Entre as coisas que eu vivo hoje e as coisas que já vivi, escolho as que ainda vou viver. Eu perco tempo demais em qualquer etapa, sempre pensando e repensando, remoendo. Dentro das coisas que eu vivi, eu viajo, eu busco conexões e eu me perco; demoro pra me reencontrar e me situar no que eu vivo, quando caio em mim, já estou onde viveria, Longe, sem intenção nenhuma, sem objetivo, sem ter planejado nada. Fico me jogando nos espaços que não conheço, esquecendo de como dói cair de uma altura desconhecida, esquecendo de como é áspera a sensação de esquecer de algo importante. Alguém importante, não sei. Eu sei que procuro fazer alguma coisa que me preencha, mas acho que eu mesma sou um vazio ambulante. Sempre tento algo novo, coisas, pessoas, lugares, músicas, passeios e... nada. Já tentei divindades, coisas desse tipo mas... nada. É uma dúvida que não some e eu sei que só vai sumir quando isso tudo acabar.
Sinto as coisas sem muito significado e o que a gente faz é só o que a gente faz, atinge os outros, atinge a nós mesmos, atinge o ambiente, mas não interessa tanto assim. Nada interessa tanto assim. Algumas coisas parecem o fim do mundo, mas no final das contas, são pequenas, insignificantes coisas nesse universo infinito. Que significa sua lágrima diante dessa imensidão toda? Que significa seu sangue? Não somos tudo isso, definitivamente, não somos nada disso. Fugimos do castigo porque fugimos de qualquer dor, mesmo se a punição corresponde ao crime. Jogamos toda justiça fora quando a mesma nos fere. Que tipo de consciência é essa? É falta de qualquer discernimento, falta de qualquer complexidade, é puramente instintivo. O próprio bem a qualquer custo.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Demônios
Há um modelo a ser seguido
Tenho pena do sem abrigo
Isolado em seu delito
Descrente e aturdido
Em descanso eterno
Olha a paisagem como vertigem
Na onda de horror que o persegue
Vê mas não enxerga
No sopro frio que o invade
Encontra consolo na miragem
De um aconchego
Do verde encanto dos olhos sem pranto
Em seguida passa enferma
Sua luz abatida
Entre camadas de depressão e angústia
Agonia comprime suas feições
Entre um vento e outro
Ouve o canto da morte
Adagio calmante e perigoso
Espera na descrença de um novo refúgio
Sem cerimônia nem desespero
Quem é quem quando não se espera a quem?
Subvertendo
É um movimento diferente
Num momento incoerente
Sem crise, sem tiro
Não há escutas
Há orações
Não há bala de canhão
Finalmente
É tudo exatamente o que parece
Sem"ler nas entrelinhas"
É tudo exatamente o que parece
Controvérsia é engraçada
Embalado em divergência
Embaçado pela insipiência
Controvérsia inspira
Mas eu só me inspiro quando to triste
E a vida anda interessante pra viver
Tanto que escrever não anda tão urgente.
Num momento incoerente
Sem crise, sem tiro
Não há escutas
Há orações
Não há bala de canhão
Finalmente
É tudo exatamente o que parece
Sem"ler nas entrelinhas"
É tudo exatamente o que parece
Controvérsia é engraçada
Embalado em divergência
Embaçado pela insipiência
Controvérsia inspira
Mas eu só me inspiro quando to triste
E a vida anda interessante pra viver
Tanto que escrever não anda tão urgente.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Talvez haja um lugar
Tenho medo de me deixarem antes de me encontrarem de verdade. Medo de esquecerem de qualquer coisa idiota que eu tenha dito, porque eu quero ser levada a sério. Não tão a sério, mas de um jeito compreensivo. Quero ser compreendida e não ser abandonada depois disso. Me parece perigoso deixar tudo tão solto, porque deixando assim eu me sinto presa; impossibilitada de dizer qualquer coisa rude e estúpida, porque é assim que eu quero ser às vezes. Eu quero ser rude, impolida, bem escrota mesmo pra dizer a verdade. Machuca pensar em como eu sou idiota. Eu seria uma pessoa melhor se sentisse raiva invés de pena. Só que não seria eu, e não sei ao certo se quero ser outra pessoa. Porque há quem goste dessa pessoa que eu sou, só que, por que então eu mesma quero tanto negar tudo isso? Talvez eu seja boa pessoa, do meu jeito, sem procurar ser nada, só sendo. Talvez todo mundo seja boa pessoa pra si mesmo e os outros sejam pessoas terríveis.
Não sei nem como dividir e organizar o que eu to pensando e isso me incomoda de um jeito que não consigo explicar. Não conseguir explicar é o que mais me incomoda. Parece que eu nunca conheço as palavras necessárias pra exprimir tudo, porque eu preciso, é o que eu mais preciso: verbalizar tudo pra que se torne concreto e que, talvez assim, me deixe livre. Eu preciso verbalizar toda ofensa, toda calúnia, toda injustiça que me tira o sono pra que fique em paz comigo mesma. Eu preciso contar, nem que seja pra ninguém, mesmo que ninguém escute.
É complicado pensar que eu tenha feito algo de errado, é inconcebível pra mim. Eu sempre fiz tudo da melhor forma que podia, sempre calculei tudo pra não machucar ninguém, e se fosse pra machucar, que fosse a mim mesma. Sempre foi assim e não sei até quando vai ser. Me disseram que eu não preciso disso, eu preciso ficar feliz e que os outros não importavam; eu nunca consegui acreditar, nem mesmo tentar algo assim. Não sei, são pessoas; como eu, mas não como eu. É complicado, não sei explicar. Eu penso em como me sentiria se me deixassem, eu penso em como seria doloroso dizer tudo, compartilhar tudo e ser largada como se não fosse nada. Mas eu penso no que fariam por mim, e mesmo sabendo que não me considerariam da mesma forma, eu faço o que parece mais bonito, o que me parece mais justo pros outros. Aí me machuco. Acabo sendo mais injusta do que qualquer um.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Subversivo
Depois de tudo, foi válido
Toda pena e todo medo
Perguntei se tinha perdido a pista
O caminho não me era familiar
Descobri ser um atalho
Uma perspectiva estranha
Um vento fez tudo perder o contato
As estrelas existem afinal.
Não há repulsa nem descrença
Uma tempestade levou tudo embora
Em boa hora
Extenso e manso
Esqueci como se memorizam
A raiva e o rancor
Em que hora
Queria ir embora
Em boa hora.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Sem dizeres
Sem caminho
Sem sonho
Sem desespero
Sem escuridão
Sem medo
Sem castigo
Sem dor
Sem choro
Sem frio
Sem enjoo
Sem decepção
Sem hostilidade
Sem mim.
Huh
Adolescence didn’t make sense
A little loss of innocence
The ugly years of being a fool
Ain’t youth meant to be beautiful?
segunda-feira, 10 de junho de 2013
If you still care don't ever let me know
Run away just like it's the first time
Run away like it's you're running for your life
Run away like you're ruining mine
Steal the air from everyone else's chest
'Cause taking's everything you've ever known
Take my time, take my words and wash 'em up with your tears
You know you must give them back to me
You know they'll take something away from you
We all know.
I don't hate you, I'm not angry, nor sad.
I feel sorry for you.
Run away like it's you're running for your life
Run away like you're ruining mine
Steal the air from everyone else's chest
'Cause taking's everything you've ever known
Take my time, take my words and wash 'em up with your tears
You know you must give them back to me
You know they'll take something away from you
We all know.
I don't hate you, I'm not angry, nor sad.
I feel sorry for you.
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