Somehow we've awaken, finally
Loneliness doesn't belong here anymore
I remember your taste and your texture
Just like day one
Your eyes have changed
And so have mine
Best friend
Stay awake with me
So I can tell you about the moons I've seen
Stay in my chest
Know we both share a place to rest
I must not trust
Must not fall again
But the mist is too thick
And thy songs make me dance until my lungs burn
I've heard your music
A thousand times or more
We've played our parts
From day one to one thousand
Still we miss our lines
And live by the same fears
As we die as an entity
Art rises from the stains
Of hope bled out
The heartache remains
Your face won't ruin my life again.
La Tristesse Durera Toujours
"É verdade que eu confiarei meus pensamentos ao papel; mas este é um meio muito pobre para comunicação dos sentimentos. Eu desejo a companhia de alguém que os partilhasse comigo, cujos olhos refletissem os meus olhos."
domingo, 27 de julho de 2014
Prece ao universo
Eu queria deixar o ar tão vermelho quanto meu sangue
Fazer queimar o peito dos outros
Como queima minha pele
Te deixar livre como deixo livres meus pensamentos
Prender a dança dos teus olhos como prendo meus medos
Ser suave como nada em mim é
Que as coisas fossem ágeis como meu julgamento
Que a alegria durasse tanto quanto meu rancor.
(É importante não contar pra ninguém que tenha um machado)
Fazer queimar o peito dos outros
Como queima minha pele
Te deixar livre como deixo livres meus pensamentos
Prender a dança dos teus olhos como prendo meus medos
Ser suave como nada em mim é
Que as coisas fossem ágeis como meu julgamento
Que a alegria durasse tanto quanto meu rancor.
(É importante não contar pra ninguém que tenha um machado)
23/03/2014
Mais um café e eu enlouqueço
O tremor por dentro
Louco
Impiedoso
Nada cessa os socos impiedosos contra o tórax
Era pra ser bom
Mas é só mais um dia
Buscando significados
Em formas inexatas
O suspiro é de nuance acinzentada
Um anseio de tranquilidade
É o estar num incêndio
Asfixia
E puxar a fumaça
Esperando o ar fresco
O suspiro é olhar no espelho
E não se ver mais
Querer chegar a 100/h em primeira marcha
Alertar sobre o perigo de se afogar
E gritar pro surdo que ele não pode ouvir
O tremor por dentro
Louco
Impiedoso
Nada cessa os socos impiedosos contra o tórax
Era pra ser bom
Mas é só mais um dia
Buscando significados
Em formas inexatas
O suspiro é de nuance acinzentada
Um anseio de tranquilidade
É o estar num incêndio
Asfixia
E puxar a fumaça
Esperando o ar fresco
O suspiro é olhar no espelho
E não se ver mais
Querer chegar a 100/h em primeira marcha
Alertar sobre o perigo de se afogar
E gritar pro surdo que ele não pode ouvir
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Brinquedos que achei na rua
Nunca poderiam ter sido de ninguém
Porque ninguém faria nada assim com tão puro
Quem desprezaria algo assim?
Encontrei sapatos, sandálias e trapos
Esses deveriam ter sido de alguém
Alguém desesperado consigo mesmo
Sem ideia de como ser
Os brinquedos me encantariam pro resto da vida
Enquanto novos, enquanto velhos
Me encantariam como ela
Que há anos renova sua amabilidade
Misplaced
Eu queria ter um ninho.
Não literalmente, mas um lugar pra onde eu pudesse ir, e dormir, que me acolhesse, que fosse aconchegante e que não me forçasse a nada. Não sei se é um lugar, uma função, um projeto, algo, alguém, que me fizesse sentir como se eu não merecesse adversidade nenhuma.
Talvez já tenha perdido o jeito como se calcula tudo isso, tenha perdido a fineza, o tato. Tudo que eu faço é vazio, sem objetivo, sem início ou fim. Minha mente não se apega a nada que eu veja, leia ou crie, é tudo vão, como se ao sair do plano ideal, o mundo fosse um buraco negro, e meus pensamentos fossem arrancados de mim. A sensação é de que tento me proteger, mesmo sem saber do que estou fugindo. Qual seria o real perigo?
Passar por cima de mim, talvez. Passar por cima do que acredito pra concluir tarefas indecentes e sem propósito. Minha criatividade some do momento em que paro de me dedicar, mas eu... não quero me dedicar a nada. Ta tudo bem monótono e não quero nem ler mais o que eu escrevo. Ta tudo uma merda sem fim.
Me disseram que era inércia, que eu vivo com preguiça, que eu tenho medo de me envolver em algo ou com alguém verdadeiramente porque tenho medo de ser incompetente. Self-loathing? Ta, mas e dai? Queria poder dormir por algumas semanas, fazer falta, não sei. Eles todas se virariam muito bem sem mim, e por que eu continuo pensando que não ficaria nada bem sem eles? Que coisa mais ridícula de se pensar.
Não literalmente, mas um lugar pra onde eu pudesse ir, e dormir, que me acolhesse, que fosse aconchegante e que não me forçasse a nada. Não sei se é um lugar, uma função, um projeto, algo, alguém, que me fizesse sentir como se eu não merecesse adversidade nenhuma.
Talvez já tenha perdido o jeito como se calcula tudo isso, tenha perdido a fineza, o tato. Tudo que eu faço é vazio, sem objetivo, sem início ou fim. Minha mente não se apega a nada que eu veja, leia ou crie, é tudo vão, como se ao sair do plano ideal, o mundo fosse um buraco negro, e meus pensamentos fossem arrancados de mim. A sensação é de que tento me proteger, mesmo sem saber do que estou fugindo. Qual seria o real perigo?
Passar por cima de mim, talvez. Passar por cima do que acredito pra concluir tarefas indecentes e sem propósito. Minha criatividade some do momento em que paro de me dedicar, mas eu... não quero me dedicar a nada. Ta tudo bem monótono e não quero nem ler mais o que eu escrevo. Ta tudo uma merda sem fim.
Me disseram que era inércia, que eu vivo com preguiça, que eu tenho medo de me envolver em algo ou com alguém verdadeiramente porque tenho medo de ser incompetente. Self-loathing? Ta, mas e dai? Queria poder dormir por algumas semanas, fazer falta, não sei. Eles todas se virariam muito bem sem mim, e por que eu continuo pensando que não ficaria nada bem sem eles? Que coisa mais ridícula de se pensar.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
23/04/13
Não sei como te dizer, não posso mais brincar com você. Sinto sua falta e tenho muita vontade de te ter por perto, mas você vive na parte mais escura da cidade. Talvez você também encontre outro jogo, é assim mesmo, minha querida. Seria gostoso poder te chamar de minha. Eu prometeria te cuidar e te amar, e tenho certeza de que conseguiria cumprir. Seria lindo ter seus olhos sobre mim, me guardando de qualquer angústia, me absorvendo. Esse seu cheiro doce, vermelho, quente; seu sorriso fresco, sua boca...
Eles podiam se emprestar por algum tempo, não podiam?
Não seria nada ruim te exibir por aí sem pudor.
Porque eu sei como é, a gente sabe.
E é só você, nenhuma delas me bagunça o pensamento, nenhuma outra, só você.
Tenho medo de te olhar por muito tempo e ser sugada. Sinto falta da sua mão quentinha, do seu abraço e do seu beijo. Que crime há nisso? Você me faz o bem que eles nunca fizeram, porque é leve... e é assim que tem que ser. Sinto sua falta. Muita.
Mas ainda rio, incessantemente.
Eles podiam se emprestar por algum tempo, não podiam?
Não seria nada ruim te exibir por aí sem pudor.
Porque eu sei como é, a gente sabe.
E é só você, nenhuma delas me bagunça o pensamento, nenhuma outra, só você.
Tenho medo de te olhar por muito tempo e ser sugada. Sinto falta da sua mão quentinha, do seu abraço e do seu beijo. Que crime há nisso? Você me faz o bem que eles nunca fizeram, porque é leve... e é assim que tem que ser. Sinto sua falta. Muita.
Mas ainda rio, incessantemente.
22/04/13
Como posso buscar-te
se não te conheço?
Maldoso é o tempo
que me põe em espera
E açoita tua carne
em chamas exclama pelo desconhecido
Pelo conforto materno
com as roupas enxarcadas de dor
E o grito enrolado entre as correntes
tua voz se perde no meu pranto
Não te ouço
não me ouves
Não te vejo
não me encontras
Por que não me encontras?
Tenho medo de te perder sem aviso
por descuido ou acidente
Perder-te sem a mim ter sido pertencente
Tinha a beleza como eterna
mas passou, acabou
No seu silêncio abro os olhos
acesos de desejo
do próximo adeus
Entre escuras cortinas
e escadarias intermináveis
de zelo não se padece.
se não te conheço?
Maldoso é o tempo
que me põe em espera
E açoita tua carne
em chamas exclama pelo desconhecido
Pelo conforto materno
com as roupas enxarcadas de dor
E o grito enrolado entre as correntes
tua voz se perde no meu pranto
Não te ouço
não me ouves
Não te vejo
não me encontras
Por que não me encontras?
Tenho medo de te perder sem aviso
por descuido ou acidente
Perder-te sem a mim ter sido pertencente
Tinha a beleza como eterna
mas passou, acabou
No seu silêncio abro os olhos
acesos de desejo
do próximo adeus
Entre escuras cortinas
e escadarias intermináveis
de zelo não se padece.
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