Corre do que te salva. Avança sobre o que te destrói pra abreviar o sofrimento causado por si mesmo. Você pinta desespero nos olhos de quem cuida, sofre com os medos alheios. Se busca e só encontra breu. Sente falta da luz e daquela coisa que chamavam de paz, mas que era muito melhor. Atropela a moral, atropela o temor de algo maior, atropela os olhos alheios, pisoteia tudo que respira. A gente precisa voltar pro lugar de onde nunca deveria ter saído. Quando os dias nasciam, eles brilhavam de verdade. Agora é só uma mistura sem significado. Tudo cresce e morre à nossa volta e a gente se esmurra pra sentir algo, porque pro que é bom fomos anestesiados. Queremos destruição como forma de criação, queremos sangue, queremos lágrimas e areia movediça. Terra firme não faz parte do conceito de felicidade. A gente quer o cheiro e a cor, porque o invisível não interessa. O rancor, o ódio, a mentira. A gente quer o ruim pra intensificar os sentidos. Usar e jogar fora. Acende um cigarro pra disfarçar o cheiro da alma podre.
Preciso de ajuda.
que lindo
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