It's important that I show you how much I love you in every single way.
Você é como aqueles livros
Que a gente ama muito
Mas nunca termina de ler
E se termina, lê de novo, várias vezes
Tento controlar a vontade de te receber
Nesse lugar puramente meu
Queria crer que não conseguisse ir embora
Mas sei que consegue
Talvez eu esqueça
"É verdade que eu confiarei meus pensamentos ao papel; mas este é um meio muito pobre para comunicação dos sentimentos. Eu desejo a companhia de alguém que os partilhasse comigo, cujos olhos refletissem os meus olhos."
sexta-feira, 21 de março de 2014
06/03/2014
Don't let it go
It's yours to take
We need this season to be new
And completely unexpected
It's all blurry
I fear what's getting closer
I don't have what it takes
They all know
But somehow this power is co big
It thrills me
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Pérola
O corpo é seu
seu e de mais ninguém
as lágrimas que saíram foi você quem chorou
o sangue é seu
o que você vê, respira, sente
é tudo seu
unicamente seu
Eles não sabem
eles não precisam
eles têm o deles pra cuidar
cuida do seu
ele é tão único quanto o conteúdo
cuida desse frasco
porque o perfume é raro e caro
só esconde o que tiver vontade de esconder
não deixa ditarem regras
é você quem manda
a única coisa realmente sua
é o que você é
e é impressionante
essa qualidade de só conseguir ser a gente mesmo
porque todos os outros já estão ocupados
Sonho com sua liberdade como se fosse a minha
com a graça desse século a gente vai se libertar
como se nunca tivesse conhecido a prisão, seremos sublimes
eu vou sorrir pra você e você vai sorrir de volta, seremos irmãs
seremos o que nunca fomos por medo de não sermos nossas
eu serei minha e você será sua.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Pode ler
Vocês é que não sabem de nada. Esse aqui você pode ler!
O que me vale eu tiro pro meu bem, o que não me desce, me repugna, me faz rir eu só escarneço.
Eu tenho pena.
A liberdade não pode ser ruim pra ninguém, porque poder escolher é uma coisa tão bonita. Poder ter uma posição relevante aonde quer que se vá, é tão sagrado na minha cabeça. Levantar da cama pensando "eu posso fazer isso e vou fazer porque eu quero fazer, e não porque alguém me obrigou"; abrir os olhos pensando em como o dia vai ser proveitoso porque as coisas são proveitosas quando se pode decidir.
Vocês jogam tudo na minha cara como se eu tivesse alguma dívida moral com vocês quando tudo que eu faço é me permitir pensar como eu quero. Eu me permito sofrer, sentir culpa, sentir remorso, me permito ser cética, herege, o que eu quiser! Porque eu to aqui por um motivo, sabe? Não desafiar meus próprios pensamentos é desdenhar dessa capacidade específica que me deram de ser racional. Quem/o que quer que tenha me concedido essa habilidade deveria se orgulhar das minhas conclusões, porque eu não tenho medo de pensar. Eu tenho medo de tudo, muita gente sabe disso. Eu tenho medo de fracassar, de falar em público, de desapontar, de ser um zero; eu só não tenho medo do que se passa na minha cabeça, porque por mais hediondo que seja, vai me servir de alguma coisa. Isso é meu. SÓ MEU. Ninguém pensa como eu, pensa semelhante, concorda em pontos, mas ninguém tem a minha capacidade, ninguém pode ser como eu. isso que me é mais fascinante. Do seu deus eu concordo com o amor ao próximo, com o perdão, com o amor aos inimigos, concordo com a humildade e a honestidade. Não já ta bom?
Eu não quero esses deveres, essas rédeas. Eu não nasci pra servir ninguém. Eu não nasci pra aceitar o que não me convém. Eu não nasci pra me sentir eternamente inferior. Eu não nasci pra ser menor, pra ser indesejada, pra ser inconveniente, pra ser culpada por coisas que eu ainda nem fiz. Será que eu sou tão herege assim se pensar em e querer ser livre do meu jeito?
Vocês não aprovariam o que eu tenho feito. Não aprovariam o que eu tenho lido, ouvido, abraçado como ideologia. Vocês não quereriam isso pra mim, porque isso não leva pro caminho que vocês seguem. A sua parte vocês já fizeram.
Eu tenho dezoito anos, não oito. Se não posso ser livre fisicamente, peço pra ser mentalmente. Eu quero respeito, porque eu procuro com todas as minhas forças respeitar. Eu quero compreensão e ouvidos que realmente me ouçam. Não quero debates, não quero convencer ninguém. Eu quero a chance de ser tudo que eu puder.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Destempero
Brenda é uma pessoa desequilibrada.
Nas segundas-feiras parece que a vida é outra.
Nas terças tudo volta a ser como antes.
As quartas-feiras são um vazio.
Quintas são ótimas pra absolutamente nada.
Sextas são até que divertidas.
Sábados quando não são agoniantes são solitários; às vezes solitários e agoniantes.
Domingos são dolorosos.
Janeiro é sempre terrível.
Fevereiro não importa.
Março.
Abril.
Maio: inferno.
Junho: ugh!
Julho: fim do ciclo.
Agosto.
Setembro.
Outubro.
Novembro.
Dezembro: cinismo.
Dá pra dizer que eu não gosto de nada, mas o nada gosta de mim.
sábado, 25 de janeiro de 2014
Palhaços
Acho que nunca mais vou escrever tão bem quanto antes. Não que eu escrevesse tão bem assim, mas algo me virou de cabeça pra baixo e todas as palavras que eu tinha que dizer pro resto da vida foram pelo ralo. Tive que aprender a falar de novo.
Aprendi a pensar de um jeito novo. Eu quero voltar. Eu sinto vontade, mas eu tenho medo. Nunca mais vou sentir como sentia antes, e aquelas palavras, mesmo que eu as escreva novamente, nunca mais vão significar a mesma coisa. Meus amigos não são mais o mesmo, e nem o amor que eu sinto.
O amor que eu sinto não é mais cheio daquela incondicionalidade. É uma merda, porque meu conceito de amor é algo sem limite. Se meu eu de dois anos atrás lesse sobre esse meu amor, acharia um conceito deturpado. Eu descrevo de outro jeito pra não dizer que não amo nada; porque talvez eu nunca tenha nem chegado perto disso. Talvez tudo que eu já presenciei que fosse parecido ao menos com amor, não tenha passado de um relance; nem comparável com a plenitude dessa coisa que tanto falam.
Eu sou tão jovem e não sei de nada, mas, será que eu gostaria de saber?
---------------------------------------------------------------------------------------------
Seus pais te deixaram
Amargo como o boldo
No meio do lixo
No meio da rua
No meio da lua
Entrei no beco
Do medo
Encontrei os palhaços
Que tiraram todo riso que puderam
Escondi o que era mais delicado
Violado como a encomenda
Da minha mãe
Sem coragem pra contar
Ferro.
Nasci mas morri logo
Dormi no berço de ouro dos reis
Caí em desuso
Nunca quiseram que eu abrisse os olhos
Mas tive de fazê-lo antes mesmo de ter olhos
Me tiraram.
Aprendi a pensar de um jeito novo. Eu quero voltar. Eu sinto vontade, mas eu tenho medo. Nunca mais vou sentir como sentia antes, e aquelas palavras, mesmo que eu as escreva novamente, nunca mais vão significar a mesma coisa. Meus amigos não são mais o mesmo, e nem o amor que eu sinto.
O amor que eu sinto não é mais cheio daquela incondicionalidade. É uma merda, porque meu conceito de amor é algo sem limite. Se meu eu de dois anos atrás lesse sobre esse meu amor, acharia um conceito deturpado. Eu descrevo de outro jeito pra não dizer que não amo nada; porque talvez eu nunca tenha nem chegado perto disso. Talvez tudo que eu já presenciei que fosse parecido ao menos com amor, não tenha passado de um relance; nem comparável com a plenitude dessa coisa que tanto falam.
Eu sou tão jovem e não sei de nada, mas, será que eu gostaria de saber?
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Seus pais te deixaram
Amargo como o boldo
No meio do lixo
No meio da rua
No meio da lua
Entrei no beco
Do medo
Encontrei os palhaços
Que tiraram todo riso que puderam
Escondi o que era mais delicado
Violado como a encomenda
Da minha mãe
Sem coragem pra contar
Ferro.
Nasci mas morri logo
Dormi no berço de ouro dos reis
Caí em desuso
Nunca quiseram que eu abrisse os olhos
Mas tive de fazê-lo antes mesmo de ter olhos
Me tiraram.
Castanhos
Me sinto invisível.
Até mesmo inexistente.
Não queria que importasse tanto assim
Eu to fugindo de apego
Eu to me escondendo de qualquer coisa que pareça bonita
Eu to querendo sumir de todo amor
Vocês não entendem o medo
Vocês não entendem a vontade de morrer
Vocês não entendem a indiferença forçada
Vocês não entendem o interesse mascarado
O tempo todo me vêm à mente tudo que eu perdi
O tempo que eu joguei tudo escada abaixo
O tempo que eu não escondi nada
O tempo em que me humilhar era rotina
Ninguém sabe mais do que eu
Que ser invisível dói mais do que ser odiado.
Ninguém sabe mais do que eu
Que a vida não corre tão rápido pelas veias.
Ninguém sabe mais do que eu
Que tudo não passa de uma farsa.
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