Como posso buscar-te
se não te conheço?
Maldoso é o tempo
que me põe em espera
E açoita tua carne
em chamas exclama pelo desconhecido
Pelo conforto materno
com as roupas enxarcadas de dor
E o grito enrolado entre as correntes
tua voz se perde no meu pranto
Não te ouço
não me ouves
Não te vejo
não me encontras
Por que não me encontras?
Tenho medo de te perder sem aviso
por descuido ou acidente
Perder-te sem a mim ter sido pertencente
Tinha a beleza como eterna
mas passou, acabou
No seu silêncio abro os olhos
acesos de desejo
do próximo adeus
Entre escuras cortinas
e escadarias intermináveis
de zelo não se padece.
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