quarta-feira, 23 de abril de 2014

23/04/13

Não sei como te dizer, não posso mais brincar com você. Sinto sua falta e tenho muita vontade de te ter por perto, mas você vive na parte mais escura da cidade. Talvez você também encontre outro jogo, é assim mesmo, minha querida. Seria gostoso poder te chamar de minha. Eu prometeria te cuidar e te amar, e tenho certeza de que conseguiria cumprir. Seria lindo ter seus olhos sobre mim, me guardando de qualquer angústia, me absorvendo. Esse seu cheiro doce, vermelho, quente; seu sorriso fresco, sua boca...
Eles podiam se emprestar por algum tempo, não podiam?
Não seria nada ruim te exibir por aí sem pudor.
Porque eu sei como é, a gente sabe.
E é só você, nenhuma delas me bagunça o pensamento, nenhuma outra, só você.
Tenho medo de te olhar por muito tempo e ser sugada. Sinto falta da sua mão quentinha, do seu abraço e do seu beijo. Que crime há nisso? Você me faz o bem que eles nunca fizeram, porque é leve... e é assim que tem que ser. Sinto sua falta. Muita.
Mas ainda rio, incessantemente.

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