Somehow we've awaken, finally
Loneliness doesn't belong here anymore
I remember your taste and your texture
Just like day one
Your eyes have changed
And so have mine
Best friend
Stay awake with me
So I can tell you about the moons I've seen
Stay in my chest
Know we both share a place to rest
I must not trust
Must not fall again
But the mist is too thick
And thy songs make me dance until my lungs burn
I've heard your music
A thousand times or more
We've played our parts
From day one to one thousand
Still we miss our lines
And live by the same fears
As we die as an entity
Art rises from the stains
Of hope bled out
The heartache remains
Your face won't ruin my life again.
"É verdade que eu confiarei meus pensamentos ao papel; mas este é um meio muito pobre para comunicação dos sentimentos. Eu desejo a companhia de alguém que os partilhasse comigo, cujos olhos refletissem os meus olhos."
domingo, 27 de julho de 2014
Prece ao universo
Eu queria deixar o ar tão vermelho quanto meu sangue
Fazer queimar o peito dos outros
Como queima minha pele
Te deixar livre como deixo livres meus pensamentos
Prender a dança dos teus olhos como prendo meus medos
Ser suave como nada em mim é
Que as coisas fossem ágeis como meu julgamento
Que a alegria durasse tanto quanto meu rancor.
(É importante não contar pra ninguém que tenha um machado)
Fazer queimar o peito dos outros
Como queima minha pele
Te deixar livre como deixo livres meus pensamentos
Prender a dança dos teus olhos como prendo meus medos
Ser suave como nada em mim é
Que as coisas fossem ágeis como meu julgamento
Que a alegria durasse tanto quanto meu rancor.
(É importante não contar pra ninguém que tenha um machado)
23/03/2014
Mais um café e eu enlouqueço
O tremor por dentro
Louco
Impiedoso
Nada cessa os socos impiedosos contra o tórax
Era pra ser bom
Mas é só mais um dia
Buscando significados
Em formas inexatas
O suspiro é de nuance acinzentada
Um anseio de tranquilidade
É o estar num incêndio
Asfixia
E puxar a fumaça
Esperando o ar fresco
O suspiro é olhar no espelho
E não se ver mais
Querer chegar a 100/h em primeira marcha
Alertar sobre o perigo de se afogar
E gritar pro surdo que ele não pode ouvir
O tremor por dentro
Louco
Impiedoso
Nada cessa os socos impiedosos contra o tórax
Era pra ser bom
Mas é só mais um dia
Buscando significados
Em formas inexatas
O suspiro é de nuance acinzentada
Um anseio de tranquilidade
É o estar num incêndio
Asfixia
E puxar a fumaça
Esperando o ar fresco
O suspiro é olhar no espelho
E não se ver mais
Querer chegar a 100/h em primeira marcha
Alertar sobre o perigo de se afogar
E gritar pro surdo que ele não pode ouvir
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Brinquedos que achei na rua
Nunca poderiam ter sido de ninguém
Porque ninguém faria nada assim com tão puro
Quem desprezaria algo assim?
Encontrei sapatos, sandálias e trapos
Esses deveriam ter sido de alguém
Alguém desesperado consigo mesmo
Sem ideia de como ser
Os brinquedos me encantariam pro resto da vida
Enquanto novos, enquanto velhos
Me encantariam como ela
Que há anos renova sua amabilidade
Misplaced
Eu queria ter um ninho.
Não literalmente, mas um lugar pra onde eu pudesse ir, e dormir, que me acolhesse, que fosse aconchegante e que não me forçasse a nada. Não sei se é um lugar, uma função, um projeto, algo, alguém, que me fizesse sentir como se eu não merecesse adversidade nenhuma.
Talvez já tenha perdido o jeito como se calcula tudo isso, tenha perdido a fineza, o tato. Tudo que eu faço é vazio, sem objetivo, sem início ou fim. Minha mente não se apega a nada que eu veja, leia ou crie, é tudo vão, como se ao sair do plano ideal, o mundo fosse um buraco negro, e meus pensamentos fossem arrancados de mim. A sensação é de que tento me proteger, mesmo sem saber do que estou fugindo. Qual seria o real perigo?
Passar por cima de mim, talvez. Passar por cima do que acredito pra concluir tarefas indecentes e sem propósito. Minha criatividade some do momento em que paro de me dedicar, mas eu... não quero me dedicar a nada. Ta tudo bem monótono e não quero nem ler mais o que eu escrevo. Ta tudo uma merda sem fim.
Me disseram que era inércia, que eu vivo com preguiça, que eu tenho medo de me envolver em algo ou com alguém verdadeiramente porque tenho medo de ser incompetente. Self-loathing? Ta, mas e dai? Queria poder dormir por algumas semanas, fazer falta, não sei. Eles todas se virariam muito bem sem mim, e por que eu continuo pensando que não ficaria nada bem sem eles? Que coisa mais ridícula de se pensar.
Não literalmente, mas um lugar pra onde eu pudesse ir, e dormir, que me acolhesse, que fosse aconchegante e que não me forçasse a nada. Não sei se é um lugar, uma função, um projeto, algo, alguém, que me fizesse sentir como se eu não merecesse adversidade nenhuma.
Talvez já tenha perdido o jeito como se calcula tudo isso, tenha perdido a fineza, o tato. Tudo que eu faço é vazio, sem objetivo, sem início ou fim. Minha mente não se apega a nada que eu veja, leia ou crie, é tudo vão, como se ao sair do plano ideal, o mundo fosse um buraco negro, e meus pensamentos fossem arrancados de mim. A sensação é de que tento me proteger, mesmo sem saber do que estou fugindo. Qual seria o real perigo?
Passar por cima de mim, talvez. Passar por cima do que acredito pra concluir tarefas indecentes e sem propósito. Minha criatividade some do momento em que paro de me dedicar, mas eu... não quero me dedicar a nada. Ta tudo bem monótono e não quero nem ler mais o que eu escrevo. Ta tudo uma merda sem fim.
Me disseram que era inércia, que eu vivo com preguiça, que eu tenho medo de me envolver em algo ou com alguém verdadeiramente porque tenho medo de ser incompetente. Self-loathing? Ta, mas e dai? Queria poder dormir por algumas semanas, fazer falta, não sei. Eles todas se virariam muito bem sem mim, e por que eu continuo pensando que não ficaria nada bem sem eles? Que coisa mais ridícula de se pensar.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
23/04/13
Não sei como te dizer, não posso mais brincar com você. Sinto sua falta e tenho muita vontade de te ter por perto, mas você vive na parte mais escura da cidade. Talvez você também encontre outro jogo, é assim mesmo, minha querida. Seria gostoso poder te chamar de minha. Eu prometeria te cuidar e te amar, e tenho certeza de que conseguiria cumprir. Seria lindo ter seus olhos sobre mim, me guardando de qualquer angústia, me absorvendo. Esse seu cheiro doce, vermelho, quente; seu sorriso fresco, sua boca...
Eles podiam se emprestar por algum tempo, não podiam?
Não seria nada ruim te exibir por aí sem pudor.
Porque eu sei como é, a gente sabe.
E é só você, nenhuma delas me bagunça o pensamento, nenhuma outra, só você.
Tenho medo de te olhar por muito tempo e ser sugada. Sinto falta da sua mão quentinha, do seu abraço e do seu beijo. Que crime há nisso? Você me faz o bem que eles nunca fizeram, porque é leve... e é assim que tem que ser. Sinto sua falta. Muita.
Mas ainda rio, incessantemente.
Eles podiam se emprestar por algum tempo, não podiam?
Não seria nada ruim te exibir por aí sem pudor.
Porque eu sei como é, a gente sabe.
E é só você, nenhuma delas me bagunça o pensamento, nenhuma outra, só você.
Tenho medo de te olhar por muito tempo e ser sugada. Sinto falta da sua mão quentinha, do seu abraço e do seu beijo. Que crime há nisso? Você me faz o bem que eles nunca fizeram, porque é leve... e é assim que tem que ser. Sinto sua falta. Muita.
Mas ainda rio, incessantemente.
22/04/13
Como posso buscar-te
se não te conheço?
Maldoso é o tempo
que me põe em espera
E açoita tua carne
em chamas exclama pelo desconhecido
Pelo conforto materno
com as roupas enxarcadas de dor
E o grito enrolado entre as correntes
tua voz se perde no meu pranto
Não te ouço
não me ouves
Não te vejo
não me encontras
Por que não me encontras?
Tenho medo de te perder sem aviso
por descuido ou acidente
Perder-te sem a mim ter sido pertencente
Tinha a beleza como eterna
mas passou, acabou
No seu silêncio abro os olhos
acesos de desejo
do próximo adeus
Entre escuras cortinas
e escadarias intermináveis
de zelo não se padece.
se não te conheço?
Maldoso é o tempo
que me põe em espera
E açoita tua carne
em chamas exclama pelo desconhecido
Pelo conforto materno
com as roupas enxarcadas de dor
E o grito enrolado entre as correntes
tua voz se perde no meu pranto
Não te ouço
não me ouves
Não te vejo
não me encontras
Por que não me encontras?
Tenho medo de te perder sem aviso
por descuido ou acidente
Perder-te sem a mim ter sido pertencente
Tinha a beleza como eterna
mas passou, acabou
No seu silêncio abro os olhos
acesos de desejo
do próximo adeus
Entre escuras cortinas
e escadarias intermináveis
de zelo não se padece.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Lonesome
IS IT DEPRESSION?
I'M LOSING IT
I'M LOSING IT
Like it's never been even mine
Can I tell you
I have to break it?
'Cause we know I'd never make it
Let it in, sunshine
The black hole will never own us
It's just like me
It owns itself
I'll leave this dimension
As soon as I taste your drink
I taste life in a sudden glimpse of death
And it stays with me
Until I puke the art inside
You're burning your tongue
And I'm building my throne
There's no thorn in this garden no more
You can touch everything you like
The split parts become one
As the industry rushes
At making the rags we wear
There's a new you, sunshine
Knocking on my door
In the middle of the week
I should supposedly give you shelter
But you're just out of my league
All the broken glass lies in my bed
Tonight we leave this life
Tonight we live this life
Embrace your instincts
As I embrace the dark
Lonesome
I'M LOSING IT
I'M LOSING IT
Like it's never been even mine
Can I tell you
I have to break it?
'Cause we know I'd never make it
Let it in, sunshine
The black hole will never own us
It's just like me
It owns itself
I'll leave this dimension
As soon as I taste your drink
I taste life in a sudden glimpse of death
And it stays with me
Until I puke the art inside
You're burning your tongue
And I'm building my throne
There's no thorn in this garden no more
You can touch everything you like
The split parts become one
As the industry rushes
At making the rags we wear
There's a new you, sunshine
Knocking on my door
In the middle of the week
I should supposedly give you shelter
But you're just out of my league
All the broken glass lies in my bed
Tonight we leave this life
Tonight we live this life
Embrace your instincts
As I embrace the dark
Lonesome
25/02/14
It's important that I show you how much I love you in every single way.
Você é como aqueles livros
Que a gente ama muito
Mas nunca termina de ler
E se termina, lê de novo, várias vezes
Tento controlar a vontade de te receber
Nesse lugar puramente meu
Queria crer que não conseguisse ir embora
Mas sei que consegue
Talvez eu esqueça
Você é como aqueles livros
Que a gente ama muito
Mas nunca termina de ler
E se termina, lê de novo, várias vezes
Tento controlar a vontade de te receber
Nesse lugar puramente meu
Queria crer que não conseguisse ir embora
Mas sei que consegue
Talvez eu esqueça
06/03/2014
Don't let it go
It's yours to take
We need this season to be new
And completely unexpected
It's all blurry
I fear what's getting closer
I don't have what it takes
They all know
But somehow this power is co big
It thrills me
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Pérola
O corpo é seu
seu e de mais ninguém
as lágrimas que saíram foi você quem chorou
o sangue é seu
o que você vê, respira, sente
é tudo seu
unicamente seu
Eles não sabem
eles não precisam
eles têm o deles pra cuidar
cuida do seu
ele é tão único quanto o conteúdo
cuida desse frasco
porque o perfume é raro e caro
só esconde o que tiver vontade de esconder
não deixa ditarem regras
é você quem manda
a única coisa realmente sua
é o que você é
e é impressionante
essa qualidade de só conseguir ser a gente mesmo
porque todos os outros já estão ocupados
Sonho com sua liberdade como se fosse a minha
com a graça desse século a gente vai se libertar
como se nunca tivesse conhecido a prisão, seremos sublimes
eu vou sorrir pra você e você vai sorrir de volta, seremos irmãs
seremos o que nunca fomos por medo de não sermos nossas
eu serei minha e você será sua.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Pode ler
Vocês é que não sabem de nada. Esse aqui você pode ler!
O que me vale eu tiro pro meu bem, o que não me desce, me repugna, me faz rir eu só escarneço.
Eu tenho pena.
A liberdade não pode ser ruim pra ninguém, porque poder escolher é uma coisa tão bonita. Poder ter uma posição relevante aonde quer que se vá, é tão sagrado na minha cabeça. Levantar da cama pensando "eu posso fazer isso e vou fazer porque eu quero fazer, e não porque alguém me obrigou"; abrir os olhos pensando em como o dia vai ser proveitoso porque as coisas são proveitosas quando se pode decidir.
Vocês jogam tudo na minha cara como se eu tivesse alguma dívida moral com vocês quando tudo que eu faço é me permitir pensar como eu quero. Eu me permito sofrer, sentir culpa, sentir remorso, me permito ser cética, herege, o que eu quiser! Porque eu to aqui por um motivo, sabe? Não desafiar meus próprios pensamentos é desdenhar dessa capacidade específica que me deram de ser racional. Quem/o que quer que tenha me concedido essa habilidade deveria se orgulhar das minhas conclusões, porque eu não tenho medo de pensar. Eu tenho medo de tudo, muita gente sabe disso. Eu tenho medo de fracassar, de falar em público, de desapontar, de ser um zero; eu só não tenho medo do que se passa na minha cabeça, porque por mais hediondo que seja, vai me servir de alguma coisa. Isso é meu. SÓ MEU. Ninguém pensa como eu, pensa semelhante, concorda em pontos, mas ninguém tem a minha capacidade, ninguém pode ser como eu. isso que me é mais fascinante. Do seu deus eu concordo com o amor ao próximo, com o perdão, com o amor aos inimigos, concordo com a humildade e a honestidade. Não já ta bom?
Eu não quero esses deveres, essas rédeas. Eu não nasci pra servir ninguém. Eu não nasci pra aceitar o que não me convém. Eu não nasci pra me sentir eternamente inferior. Eu não nasci pra ser menor, pra ser indesejada, pra ser inconveniente, pra ser culpada por coisas que eu ainda nem fiz. Será que eu sou tão herege assim se pensar em e querer ser livre do meu jeito?
Vocês não aprovariam o que eu tenho feito. Não aprovariam o que eu tenho lido, ouvido, abraçado como ideologia. Vocês não quereriam isso pra mim, porque isso não leva pro caminho que vocês seguem. A sua parte vocês já fizeram.
Eu tenho dezoito anos, não oito. Se não posso ser livre fisicamente, peço pra ser mentalmente. Eu quero respeito, porque eu procuro com todas as minhas forças respeitar. Eu quero compreensão e ouvidos que realmente me ouçam. Não quero debates, não quero convencer ninguém. Eu quero a chance de ser tudo que eu puder.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Destempero
Brenda é uma pessoa desequilibrada.
Nas segundas-feiras parece que a vida é outra.
Nas terças tudo volta a ser como antes.
As quartas-feiras são um vazio.
Quintas são ótimas pra absolutamente nada.
Sextas são até que divertidas.
Sábados quando não são agoniantes são solitários; às vezes solitários e agoniantes.
Domingos são dolorosos.
Janeiro é sempre terrível.
Fevereiro não importa.
Março.
Abril.
Maio: inferno.
Junho: ugh!
Julho: fim do ciclo.
Agosto.
Setembro.
Outubro.
Novembro.
Dezembro: cinismo.
Dá pra dizer que eu não gosto de nada, mas o nada gosta de mim.
sábado, 25 de janeiro de 2014
Palhaços
Acho que nunca mais vou escrever tão bem quanto antes. Não que eu escrevesse tão bem assim, mas algo me virou de cabeça pra baixo e todas as palavras que eu tinha que dizer pro resto da vida foram pelo ralo. Tive que aprender a falar de novo.
Aprendi a pensar de um jeito novo. Eu quero voltar. Eu sinto vontade, mas eu tenho medo. Nunca mais vou sentir como sentia antes, e aquelas palavras, mesmo que eu as escreva novamente, nunca mais vão significar a mesma coisa. Meus amigos não são mais o mesmo, e nem o amor que eu sinto.
O amor que eu sinto não é mais cheio daquela incondicionalidade. É uma merda, porque meu conceito de amor é algo sem limite. Se meu eu de dois anos atrás lesse sobre esse meu amor, acharia um conceito deturpado. Eu descrevo de outro jeito pra não dizer que não amo nada; porque talvez eu nunca tenha nem chegado perto disso. Talvez tudo que eu já presenciei que fosse parecido ao menos com amor, não tenha passado de um relance; nem comparável com a plenitude dessa coisa que tanto falam.
Eu sou tão jovem e não sei de nada, mas, será que eu gostaria de saber?
---------------------------------------------------------------------------------------------
Seus pais te deixaram
Amargo como o boldo
No meio do lixo
No meio da rua
No meio da lua
Entrei no beco
Do medo
Encontrei os palhaços
Que tiraram todo riso que puderam
Escondi o que era mais delicado
Violado como a encomenda
Da minha mãe
Sem coragem pra contar
Ferro.
Nasci mas morri logo
Dormi no berço de ouro dos reis
Caí em desuso
Nunca quiseram que eu abrisse os olhos
Mas tive de fazê-lo antes mesmo de ter olhos
Me tiraram.
Aprendi a pensar de um jeito novo. Eu quero voltar. Eu sinto vontade, mas eu tenho medo. Nunca mais vou sentir como sentia antes, e aquelas palavras, mesmo que eu as escreva novamente, nunca mais vão significar a mesma coisa. Meus amigos não são mais o mesmo, e nem o amor que eu sinto.
O amor que eu sinto não é mais cheio daquela incondicionalidade. É uma merda, porque meu conceito de amor é algo sem limite. Se meu eu de dois anos atrás lesse sobre esse meu amor, acharia um conceito deturpado. Eu descrevo de outro jeito pra não dizer que não amo nada; porque talvez eu nunca tenha nem chegado perto disso. Talvez tudo que eu já presenciei que fosse parecido ao menos com amor, não tenha passado de um relance; nem comparável com a plenitude dessa coisa que tanto falam.
Eu sou tão jovem e não sei de nada, mas, será que eu gostaria de saber?
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Seus pais te deixaram
Amargo como o boldo
No meio do lixo
No meio da rua
No meio da lua
Entrei no beco
Do medo
Encontrei os palhaços
Que tiraram todo riso que puderam
Escondi o que era mais delicado
Violado como a encomenda
Da minha mãe
Sem coragem pra contar
Ferro.
Nasci mas morri logo
Dormi no berço de ouro dos reis
Caí em desuso
Nunca quiseram que eu abrisse os olhos
Mas tive de fazê-lo antes mesmo de ter olhos
Me tiraram.
Castanhos
Me sinto invisível.
Até mesmo inexistente.
Não queria que importasse tanto assim
Eu to fugindo de apego
Eu to me escondendo de qualquer coisa que pareça bonita
Eu to querendo sumir de todo amor
Vocês não entendem o medo
Vocês não entendem a vontade de morrer
Vocês não entendem a indiferença forçada
Vocês não entendem o interesse mascarado
O tempo todo me vêm à mente tudo que eu perdi
O tempo que eu joguei tudo escada abaixo
O tempo que eu não escondi nada
O tempo em que me humilhar era rotina
Ninguém sabe mais do que eu
Que ser invisível dói mais do que ser odiado.
Ninguém sabe mais do que eu
Que a vida não corre tão rápido pelas veias.
Ninguém sabe mais do que eu
Que tudo não passa de uma farsa.
sábado, 28 de dezembro de 2013
Sei lá
Sei lá.
Você pensa que um corte de cabelo pode resolver todos os seus problemas. Um carro, uma roupa nova. Um bicho de estimação, um livro, um álbum novo daquela banda que tava há uns dez anos sem lançar nada.. mas não vai. O pior não é se enganar pensando que vai resolver e no final não resolver, o pior é saber que tudo, independente do que você faça, vai te preencher por algumas horas, talvez dias, semanas, meses, mas vai passar e você vai estar sozinho de novo. Você sabe que vai.
O mais triste é levantar da cama todos os dias e pensar que você não ta satisfeito. Você sempre vai precisar de algo novo e nada vai te satisfazer, porque você não nasceu pra essa coisa de ser feliz. É pra poucos essa coisa. Não sei, não dá, sei lá, não sei explicar. Você vai se confundir com quem é lá fora e quem é quando ninguém mais está olhando. E se você for quem mais te repugna?
Seus olhos vão se cansar de ver as mesmas imagens, os rostos, as paisagens, as cores dos olhos. Sua cabeça vai desligar sem que você perceba, e de repente você ta sozinho de novo; só com você mesmo. Sua casa não é mais a sua casa, sua casa é um lugar onde você dorme e passa algum tempo de vez em quando. Sua pele não é bem sua... bom, deve ser. Essas mãos que suam enquanto você lê e se encontra, elas não são suas. Nada que você segura com elas é de fato seu. Esse relógio de pulso não te serve pra absolutamente nada, porque nós sabemos que o tempo não existe. Essa sua camisa nova vai ficar desbotada e gasta. A tinta do seu cabelo vai pelo ralo. Os sapatos novos logo sairão de moda, e você vai querer outros. Os amigos vão virar colegas. A pessoa que você ama hoje vai virar souvenir, mais um nome, um telefone, uma foda. Os seus pais vão morrer, assim como você. Sabemos que o desgosto vai te acompanhar, mas será que eles sabem? Ao ver seu rosto pela primeira vez eles sabiam que sua existência não seria feliz. Não por que você tivesse algum defeito, alguma doença, algum problema... mas porque ninguém que nasce de um ventre humano pode ser feliz. Então não é culpa minha, nem de ninguém, nem de nada. É como uma mancha de nascença, que não dá pra tirar nem pra explicar de onde veio, a causa, a origem.
Você pensa que um corte de cabelo pode resolver todos os seus problemas. Um carro, uma roupa nova. Um bicho de estimação, um livro, um álbum novo daquela banda que tava há uns dez anos sem lançar nada.. mas não vai. O pior não é se enganar pensando que vai resolver e no final não resolver, o pior é saber que tudo, independente do que você faça, vai te preencher por algumas horas, talvez dias, semanas, meses, mas vai passar e você vai estar sozinho de novo. Você sabe que vai.
O mais triste é levantar da cama todos os dias e pensar que você não ta satisfeito. Você sempre vai precisar de algo novo e nada vai te satisfazer, porque você não nasceu pra essa coisa de ser feliz. É pra poucos essa coisa. Não sei, não dá, sei lá, não sei explicar. Você vai se confundir com quem é lá fora e quem é quando ninguém mais está olhando. E se você for quem mais te repugna?
Seus olhos vão se cansar de ver as mesmas imagens, os rostos, as paisagens, as cores dos olhos. Sua cabeça vai desligar sem que você perceba, e de repente você ta sozinho de novo; só com você mesmo. Sua casa não é mais a sua casa, sua casa é um lugar onde você dorme e passa algum tempo de vez em quando. Sua pele não é bem sua... bom, deve ser. Essas mãos que suam enquanto você lê e se encontra, elas não são suas. Nada que você segura com elas é de fato seu. Esse relógio de pulso não te serve pra absolutamente nada, porque nós sabemos que o tempo não existe. Essa sua camisa nova vai ficar desbotada e gasta. A tinta do seu cabelo vai pelo ralo. Os sapatos novos logo sairão de moda, e você vai querer outros. Os amigos vão virar colegas. A pessoa que você ama hoje vai virar souvenir, mais um nome, um telefone, uma foda. Os seus pais vão morrer, assim como você. Sabemos que o desgosto vai te acompanhar, mas será que eles sabem? Ao ver seu rosto pela primeira vez eles sabiam que sua existência não seria feliz. Não por que você tivesse algum defeito, alguma doença, algum problema... mas porque ninguém que nasce de um ventre humano pode ser feliz. Então não é culpa minha, nem de ninguém, nem de nada. É como uma mancha de nascença, que não dá pra tirar nem pra explicar de onde veio, a causa, a origem.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Blut
Then what if you had devotion? Would it be enough?
You run yur hands through your hair like you know you look good
You don't know shit
Your smile stays wide as I stare at every single part of your face, so I don't miss any line, any dot, any detail
I'll never figure out what took me here
I don't wanna stay awake anymore, but I'd hate to dream
This place smells like strangers
This isn't home!
I don't know how to deal with my figure
I look at myself in the mirror and all I can see is someone I loathe
I must stay around you and it kills me! I don't want that...
I love being around you, but it hurts me when you leave.
Even though I'm not alone I feel lonely and... what if you don't feel the same?
domingo, 8 de dezembro de 2013
Senão
É triste e incrível ao mesmo tempo
Seu cabelo na minha mão
Não sai nem que eu queira
A certeza de que se repete
Não tem ciência
Não tem deus que cure
A deficiência de elos
Entre um corpo e um mundo
Não há diferença de experiência
Nem de compaixão
Nem de história
Só de solidão
Sim e não
Senão
Seu cabelo na minha mão
Não sai nem que eu queira
A certeza de que se repete
Não tem ciência
Não tem deus que cure
A deficiência de elos
Entre um corpo e um mundo
Não há diferença de experiência
Nem de compaixão
Nem de história
Só de solidão
Sim e não
Senão
sábado, 30 de novembro de 2013
Unintended
Eu sei que você odeia essas coisas de textos declarando coisas e sei como você tem preguiça de ler. Eu entendo, eu também tenho, mas não sei usar outras formas pra te deixar saber. (talvez você nunca saiba porque eu às vezes -sempre- não dou conta de deixar transparecer tudo)
Eu tenho dúvidas quanto a mim, tenho dúvidas quando a tudo, tenho dúvidas quanto à gente. Dúvidas do tipo que eu não posso esclarecer, nem você, dúvidas do tipo que eu acho que não têm solução em vida; eu penso muito e acabo estragando todo o encanto das coisas ao meu redor, mesmo o seu, mas quando eu te vejo eu destruo toda desilusão e começo a ser do tipo de pessoa que eu odeio: boba. Eu gosto de gente boba, gente inocente, gente iludida; eu quero ser assim e você me dá tudo que eu quero, mesmo eu sabendo que é errado. Mesmo eu tendo medo de sentir o mesmo horror de um tempo atrás, I don't give a real fuck.
Sabemos que eu não tenho impulso pra continuar as coisas, que eu começo e não termino, que eu me empolgo mas depois tudo perde a graça e eu caio num caldeirão vazio/cheio de ócio. Você sabe que eu sempre me esqueço de como as coisas eram boas, de como eu só me lembro das coisas ruins, de como eu tenho rancor. Às vezes eu queria que você fosse outra pessoa, às vezes eu queria ser outra pessoa, às vezes queria que nós dois fôssemos pessoas diferentes e vivêssemos a mesma história, no mesmo horário, no mesmo dia, da mesma forma. Às vezes eu quero ser você e quero que você seja eu.
Nos tempos de pensar eu sofro e choro, mil coisas passam pela minha cabeça e deixar o que eu consegui é um dos desejos mais fortes. Não é você, sou eu. Sou eu que quero deixar tudo pra trás, é minha vida que não precisa de continuação, são esses capítulos que eu to sem ideia pra escrever... são os meus capítulos; mas quando eu vejo que não consigo realmente -ver- nenhum capítulo sem você, quando eu vejo que -não quero- que você esteja fora do livro, eu...
Eu me desespero e choro, mas também me alegro. Ao menos eu tenho um motivo pra não largar tudo sem explicação. Por mais imperfeito que seja, é um motivo.
(Lovesong lyrics)
domingo, 24 de novembro de 2013
Sincero
Me sinto a pessoa mais feia do mundo. Eu tenho olheiras, cicatrizes, manchas, estrias, gordura. Minha pele é feia, minhas pernas não são como eles dizem que deveriam. Minha postura é impossível, minhas expressões não são graciosas. Eu não falo de forma impecável. Eu falo palavrão, falo o que não devo, falo errado. Eu me sinto gorda, feia, alheia, com medo das pessoas. minha responsabilidade nunca é suficiente e meu compromisso nunca é tão comprometido assim. Eu não quero me amarrar a nada, fujo do que me prende, mas não consigo escapar totalmente. Preciso seguir alguma coisa, ter algum modelo de conduta, sendo que no final eu nem acredito nisso.
Não vou esquecer de como eu fui, de como eu sofri pra ser quem eu sou, de como eu pensei que pudesse por fim a todo esse incômodo de ser pra mim e pros outros. Não vou esquecer do que me disseram, das ligações demoradas de madrugada, do arrependimento e das desculpas embargadas. Não vou esquecer do estranhamento, nem de que sou um enigma. Não vou esquecer dos olhos sem vida, que antes eu achava infantis e que hoje parecem estéreis. Não vou esquecer de toda pena que sinto.
Não acredito que nada possa preencher esse vazio. Se ao menos eu tivesse um deus... um caminho que me garantisse algum motivo pra levantar todos os dias e achar que as coisas são boas, que me mostrasse qualquer objetivo pro meu tempo. Se ao menos eu tivesse algo que me acalmasse por mais de algumas horas...
A verdade é que todo mundo me odeia. A verdade é que as pessoas ficam do meu lado por pena. A verdade é que eu mendigo atenção de todo mundo, que eu não consigo me sentir segura quando sozinha. A verdade é que tudo que eu sou é uma mentira. A verdade é que a verdade não existe.
Dez anos depois desse dia eu não vou nem me lembrar de como eu pensava, de como eu agiria. "Tem coisas muito maiores do que isso, cara." Eu disse isso, eu percebi isso. Eu pensei que a coisa mais importante do mundo era o que todo mundo valorizava, mas a coisa mais importante do meu mundo é isolar esses "fios desencapados".
Eu o sinto como alguém que já morreu, mas que ainda vaga pra atormentar aqui e ali. Um espírito sem rumo, perdido, vagando pelos mundos alheios, de tempos em tempos. Caminhando pelo mesmo solo, o que encontramos? Os mesmos medos. E só.
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