terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Do you still think that you know?


Now I'm sitting alone
And I'm looking for help
Left here on my own
I'm gonna hurt myself
Many years have gone by
But I'm still wondering why
I ever let the world
Let it bleed me dry

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Sorry

"She stares a lot and looks unhappy. When we're talking, it's as if she's always somewhere else in her mind. And I really think she is somewhere else."

"What would you like?"

"That everything was over. I hurt a lot of people with it. I wish it would stop, but I can't do it."

"Do you blame yourself for that?"

"Yes. I think you can say it's my fault. That's why I try to act cheerful, so people won't worry about me."

"It wouldn't be good either, itf they didn't worry, would it? Right?"


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Or was that a cry for help?

   Corre do que te salva. Avança sobre o que te destrói pra abreviar o sofrimento causado por si mesmo. Você pinta desespero nos olhos de quem cuida, sofre com os medos alheios. Se busca e só encontra breu. Sente falta da luz e daquela coisa que chamavam de paz, mas que era muito melhor. Atropela a moral, atropela o temor de algo maior, atropela os olhos alheios, pisoteia tudo que respira. A gente precisa voltar pro lugar de onde nunca deveria ter saído. Quando os dias nasciam, eles brilhavam de verdade. Agora é só uma mistura sem significado. Tudo cresce e morre à nossa volta e a gente se esmurra pra sentir algo, porque pro que é bom fomos anestesiados. Queremos destruição como forma de criação, queremos sangue, queremos lágrimas e areia movediça. Terra firme não faz parte do conceito de felicidade. A gente quer o cheiro e a cor, porque o invisível não interessa. O rancor, o ódio, a mentira. A gente quer o ruim pra intensificar os sentidos. Usar e jogar fora. Acende um cigarro pra disfarçar o cheiro da alma podre. 
   Preciso de ajuda.  

domingo, 13 de janeiro de 2013

Don't look at me like that

   Someone so extraordinary fighting their own nature to be ordinary. What a cruel world! I don't see those different colors in your eyes anymore. You're just as empty as I am. Just a pile of broken bones. Lifeless. No urge to make a change. We're gonna lose ourselves in misery, sweetheart. I used to tell myself I'd never let you drown, but how can I stop you from dragging me down? There would be no me if there was no you. You used to be so beautiful. Such a rare masterpiece. Now you're just a waste of effort, and a waste of the time that'll never come back.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

By summer it was all gone

   Queria um dia acordar e ver que algo depende de mim. Que há coisas que podem ser modificadas se eu levantar ou deixar de viver naquele dia. É todo dia uma derrota sem luta nenhuma, porque não há pelo que lutar. Não depende de mim, não vai mudar de curso se eu insistir ou só decidir não levantar naquele dia. Aliás, naquele e em todos. Dizem que a gente nunca é totalmente independente, mas não dá pra pensar que algo depende de mim. É a sensação de nunca fazer falta, de que nada seria diferente se não estivesse aqui. É mais do que impotência, é tipo invalidez, superficialidade. Só qualquer coisa desnecessária. 
   Cada dia tem seu peso e sua frustração, mas nunca é livre disso. Parece que nunca nenhum tipo de alegria momentânea ou surpresa podem anular essa carga. É como os dias serão lembrados, porque as coisas boas eu tenho facilidade em esquecer. Não tenho culpa, é só algo com que me acostumei.
   Se mudasse, se deixasse de fazer o que faço, deixasse de frequentar os lugares que frequento, deixasse de ver as pessoas que vejo, deixasse de vestir o que visto, deixasse de ouvir o que ouço, o que mudaria? Faria diferença pra alguém? Só pra mim. E por algum motivo muito idiota e ridículo, eu não tenho capacidade de viver só por mim. Não consigo pensar que é só isso, que a minha felicidade depende só de mim, que eu consigo sozinha. Eu nunca consegui, e eu nunca pensei valer o suficiente pra que alguém vivesse por mim, nem mesmo eu mesma. Não gosto, mas não consigo pensar de outra forma.
   Tem quem diga que "ah, não consigo é coisa de gente pessimista", não discordo, mas vou fazer o que? "Você tem que mudar", é claro que eu tenho que mudar, mas agora? Hoje? Amanhã? Ano que vem? Não é assim. Nunca foi assim. Toda mudança foi lenta, e sempre doeu. Mas só fez diferença pra mim.
Ninguém nunca vai perceber o esforço, nunca vai perceber o quanto eu dedico tempo, o quanto eu penso e repenso milhões de vezes pra dizer qualquer coisa, por mais simples que seja. Eu busco as melhores formas de fazer tudo pra não machucar os outros, mas e eu? Quem dera alguém se vigiasse por mim. 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

k

   É sempre sem marcar horário. Não dá tempo de piscar, de respirar, de construir algum tipo de barreira. É um castigo pra punir um inocente, um cego e um suicida. Era posto num quarto escuro, trancado, fazia de tudo para abrir a porta; um dia se conforma e, sempre que é castigado, espera que passe o tempo da punição. Há dias em que a porta não mais é trancada, nem sequer fechada. Mas permanece ali, como se houvesse algo real que o prendesse, algo além da própria mente. Castigando a si mesmo, com a consciência de uma culpa que não o pertence. Uma culpa que fizeram-no acreditar ser sua. A responsabilidade por todo sofrimento. 
   Não era bonito, não inspirava poesia, não inspirava nada mais do que pena. Ninguém gosta de sentir pena. Era a solidão que transbordava dos olhos cansados e inchados; o meio sorriso que quase nunca ficava inteiro; a perda de tudo, dos outros, de si. Deve ser porque ninguém nunca tem o que precisa, quer sempre mais, se afunda em desejos impossíveis, em ambições fúteis, em medos, naturalmente, paralisantes. 
   Não havia muro nenhum, nem travas, nada físico que impedisse o início de uma vida, de uma liberdade plena. Só medo. E parecia tão grande. Questão de valência e potência; coisa de gente que dá importância demais ao subjetivo, gente que sofre de verdade e se permite sofrer, mostra pra todo mundo que sofre, não se importa com nomes, não se importa com julgamentos, mas sofre por incompreensão. Sofre por tudo que existe e pelo que nem foi criado. É tudo mais difícil, porque é pessimismo, misturado a temor, ansiedade, angústia, solidão, dor, insuficiência, insegurança, é um amontoado de coisas. Dói enquanto vive. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

For as long as you're here, we're not

   Era um dia comum, mas foi nesse dia que ela decidiu. Seria outra pessoa. Bem, talvez seria apenas quem realmente era. Pra começo de conversa, ela nunca soube quem era de verdade. Tudo ficava cansativo, entediante, sufocante. Muito a aprender em tão pouco tempo. E ela estava tão sozinha. A maneira como a olhavam era tão crítica, rígida, e ela nunca entendia o porquê. Imaginava, e sempre concluía que não era boa o suficiente; havia algo ali que, definitivamente, tinha que mudar. O medo e a dor pingavam de seu rosto e ninguém se dignava a secá-los.
   Então ela pensou numa mudança. Não viria dos outros, porque não havia fé nos outros. A mudança viria dela, e então, ela o fez, ela mudou. Ela deixou que a escuridão a abraçasse, porque não havia outro lugar que fosse tão pacífico e perturbador o suficiente para que pensasse claramente. Ela queria sumir perdendo todo traço de humanidade que pudesse condená-la, inclusive o que restava da esperança. Dispensável. 
   E não dava pra sentir falta daqueles. Eles nunca importaram, de qualquer forma. Não compreenderiam e não veriam romantismo nenhum. Só ela conhecia a sensação de estar "limpa", livre do que pudesse pesar no corpo, na mente, na "alma" de que ela nem tinha certeza. Nem respirava pra não correr o risco de inalar a vida. Pra que ela precisaria de uma vida?
   Havia dias em que ela queria que tudo fosse diferente, mas ah, pra que? Tinha praticado, já conseguia se enrolar em si mesma e entrar no lugar mais profundo do buraco que tinha no peito. Era confortável ficar lá e se consumir em qualquer momento de fraqueza. Não era seguro, disso sabia, mas era o melhor que pudia buscar; o mais confortável que podia conseguir. O ódio era tanto. Nem sabia de onde poderia ter vindo, quem poderia tê-lo criado, quem será? Era monstruosa a vontade de se destruir, mas parecia tão bonita!       Algumas noites sem dormir, algumas gotas de sangue no chão, algumas dores, hm, um segredo. Um segredo que guardava como sua vida, bom, não como sua vida, porque sua vida não tinha importância alguma. 
   Não dava pra negar que chorava todos os dias, que as manchas no corpo não eram acidentes, que o sorriso  raríssimo não era marca de personalidade.
Era só dela a situação, a culpa também. Podia ser mais forte, ter mais posição frente aos outros, não se deixar influenciar por nada, não ouvir aqueles demônios. Mas não tinha jeito consigo mesma, teria como com os outros? 
   Um deles a tratava tão bem. Era sentir qualquer indisposição, culpa, vontade de morrer, que estava tudo lá. Toda a aparelhagem pra fazer a dor pingar e escorrer pelo ralo. Um escape. Uma dor por outra. No fim, não doía mais nada, não tinha barulho, não tinha cheiro, era só fraqueza. Acabava dormindo. 
Aumentava as doses pra voltar a sentir algo, porque, mesmo que não sentisse dor, era perigoso não sentir nada. Ia se aliviar com o que, afinal? Não há nenhum respeito. 
Já que não havia mais nada, não faria sentido continuar com isso. E com mais nada. Bom, faria sentido tentar de novo. E de novo. E aumentar as "doses". Perder a conta. Perder tudo. Fim.