Tem coisa que não dá pra escrever. Nem compensa gastar as palavras pra buscar um significado concreto. Tem coisa que só sabe doer, não sabe inspirar. É irremediável, não tem como mexer aqui e ali, consertar. Pode ser tudo, comigo, pelo menos, mas nada incomoda mais do que essa impotência. Essa coisa densa demais que me prende numa inércia dolorosa. Desde quando? Não dá pra ver o que a gente não pode sem tentar e se frustrar, mas, nossa, pra que tanta "liçãozinha"? Que saco. "Ah, vai ficar tudo bem, você ainda vai rir disso." não to rindo, sabe? Não to rindo de nada. Na verdade eu odeio os dias em que fico otimista. Odeio mais do que tudo essa sobra medíocre de felicidade humana que eu tenho. Se ao menos eu conseguisse parar de me iludir e pensar que, nossa, realmente, eu vou "rir" disso. Não dá vontade de nada além de sumir. Sumir de verdade, pra nem quem é próximo me encontrar. Fugir dos outros, das coisas e de mim. De mim seria um sonho sumir.
É ridículo ter que me submeter a esse incômodo, a buscar isso ao invés de esquecer, evitar. Todo momento que eu tenho algo bom pra agradecer, só penso em quando vai acabar. Meio que me preparo, mas eu nunca to preparada. Não dá vontade de falar, não dá vontade de andar, não dá vontade de comer, muito menos de escolher as palavras pra escrever. Só acho que tenho que tirar pelo menos algo bom disso. Me conhecer? Como se adiantasse. Maldita hora em que eu fui... nada.
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