Já faz um tempo, mas eu ainda me lembro. Nenhum lugar pareceu tão bom quanto hoje. Que coincidência, não? É esquecer pra se obrigar a lembrar, pra se obrigar a olhar pra trás e cuidar do que não cuidou antes. Esquecer dos detalhes e observar o que já tem, mudar a postura que tinha de só observar o que falta. É tanto que nem tem como. Espero não voltarem a ser dor essa estabilidade e essa cor. Não dava pra chamar aquilo de vida, e ainda tem muita coisa morta pra acordar. Despertar algo que nem é meu, despertar o que é estranho e tenso, despertar o que nunca nem dormiu. Dá medo só de olhar.
É isolado e ao mesmo tempo é uma corrente. São gomos diferentes, mas que tendem a se comportar da mesma forma. Se unem, atam o que está despedaçado, mas tendem a se partir. "Destrua-se, veja quem se importa." Antes ninguém nem perguntava e eu já jogava pra todos que tinha medo. Ainda tenho. Medo de usar do tempo pra dedicar aos outros e esquecer do que é mais importante. Bom, não eu, mas o que é meu. E o que é realmente meu? Meu pior inimigo. Eu juro que não vou nem te lembrar do que foi quando você voltou. Muito menos te cobrar.
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